<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1121333128419736486</id><updated>2012-03-16T22:11:49.280-07:00</updated><title type='text'>SEM CASCA</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://avelazeira.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avelazeira.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Lopes de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13872241039207478369</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>49</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1121333128419736486.post-1420276523253594629</id><published>2011-04-02T12:05:00.000-07:00</published><updated>2011-04-02T12:20:00.987-07:00</updated><title type='text'>Consumo Interpares</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Leio-te como a um livro de aventuras.&lt;br /&gt;Aceitas partilhar esse mapa comigo, mesmo que eu não goste de mapas? Aceitas aguentar esta minha teimosia de querer ver claro o que, aos olhos de quase todos é nebuloso, repetitivo e confuso?&lt;br /&gt;Aceitas que eu queira um dia ver e explicar para além das aparências adquiridas, dos princípios inabaláveis ou das verdades assentes que temos na matéria?&lt;br /&gt;Aceitas que eu queira, por vezes, mergulhar mais intensamente ainda no mistério do Universo Humano que nos é estranho e, todavia, irresistivelmente chamativo?&lt;br /&gt;Aceitas que eu possa fazer parte dos que desinquietam a nossa instalada ignorância?&lt;br /&gt;Se me aceitasses... ler-me-ias como eu a ti?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1121333128419736486-1420276523253594629?l=avelazeira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://avelazeira.blogspot.com/feeds/1420276523253594629/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1121333128419736486&amp;postID=1420276523253594629' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/1420276523253594629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/1420276523253594629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avelazeira.blogspot.com/2011/04/consumo-interpares.html' title='Consumo Interpares'/><author><name>Lopes de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13872241039207478369</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1121333128419736486.post-9204165395354750390</id><published>2011-04-02T11:47:00.000-07:00</published><updated>2011-04-02T12:15:41.840-07:00</updated><title type='text'>Allegro ma non Troppo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda não aprendi bem a lidar com aquela coisa do "não tenho nada mas tudo bem". Sim, porque um gajo precisa sempre de qualquer coisa a que se agarrar.&lt;br /&gt;Espio nas montras a figura que não tenho e continuo com a figura que faço; sem deixar de ser o que nunca fui. O que deixo é um nome no arquivo, e continuo... sorna e mau. A viver com uma cara que mais parece um mapa de excessos.&lt;br /&gt;Àqueles que me amaram na sua ternura quase insuportável deixo uma página em branco e outra sem leitura; uma faca sem lâmina a que falta o cabo quando penso em como sou pobre e levo uma vida tilintada por um pouco de cobre.&lt;br /&gt;Querer viver... deixa-me rir; nem sabemos pedir. Estou onde não devia estar e vejo o meu coração fumegar na linha do horizonte. Contigo viajei, com a cara por lavar, aturei-te o arroto, o pivete, a coceira, a conversa pancrática e o jeito alvar. Ó coração meu, ainda tú estavas para nascer e já eu provara o gosto de pecar e de o saber; e tú de colher suspensa enquanto a sopa arrefecia. Seria eu a tua escolha? Abre os olhos e vê, que eu já me escolhi, sem ti!&lt;br /&gt;Um último olhar ao mundo e depois que a ignomínia seja total.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1121333128419736486-9204165395354750390?l=avelazeira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://avelazeira.blogspot.com/feeds/9204165395354750390/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1121333128419736486&amp;postID=9204165395354750390' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/9204165395354750390'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/9204165395354750390'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avelazeira.blogspot.com/2011/04/allegro-ma-non-troppo.html' title='Allegro ma non Troppo'/><author><name>Lopes de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13872241039207478369</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1121333128419736486.post-1731183597585784961</id><published>2011-02-28T11:53:00.000-08:00</published><updated>2011-02-28T12:14:50.269-08:00</updated><title type='text'>Foolosophy</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há quem ache imoral a forma como amo. Diabólica possessão dos corpos escaldantes que se consomem e se confundem. Não haja medo de se deixar arrebatar pela paixão nem vergonha de mostrar os corpos nús, belos, puros.&lt;br /&gt;Notam-me uma dura monotonia no olhar quando alguém me rouba as ilusões, me limpa a testa como se quisesse varrer-me dos beijos a saliva.&lt;br /&gt;Guardo o mundo na gaveta, os delírios no sótão e a alma no tinteiro. Acaba tudo ao amanhecer com o acender da luz; o tempo é apenas tempo e por favor não denunciem a minha solidão só porque me desiludo em relações.&lt;br /&gt;Serei capaz de abdicar de tudo quando o tempo me cheirar novamente a borboletas? Sabem, às vezes enfrento as manhãs assim, a lembrar amores esguios que me fugiam das mãos como palavras da boca. Mas só isso: palavras, só palavras. "Criadas ao seu dispôr", cartão de sanidade em dia e vendedoras de ilusões. E se pra todas estas uma vida não chegar, de quantas irei precisar?&lt;br /&gt;Escrevo, recordo e adormeço; dou um nó na ponta da linha para não perder o fio à trama que teço. Ninguém ama eternamente e há tanta coisa para fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1121333128419736486-1731183597585784961?l=avelazeira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://avelazeira.blogspot.com/feeds/1731183597585784961/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1121333128419736486&amp;postID=1731183597585784961' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/1731183597585784961'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/1731183597585784961'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avelazeira.blogspot.com/2011/02/foolosophy.html' title='Foolosophy'/><author><name>Lopes de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13872241039207478369</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1121333128419736486.post-5585569790875165794</id><published>2010-11-09T10:15:00.000-08:00</published><updated>2010-11-09T10:51:54.401-08:00</updated><title type='text'>O mais belo objecto de consumo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando era jovem havia uma coisa muito bela que era a sedução. Sentávamo-nos nos muros das casas, fumávamos a medo e sonhávamos com estar na cama com quem os nossos olhos comiam.&lt;br /&gt;À meia-noite é que era de dia, a gente sentia um apelo no corpo e respondia. O calor amansava o cérebro tanto quanto alimentava o desejo. Um corpo, não importa agora o nome dele. A gente seduzia-o. E a refrega... E "o triunfo cruel das tuas pernas"(Eugénio de Andrade).&lt;br /&gt;Quando passou mais tempo sobre quando era muito jovem, ainda havia a sedução, mas o consumar dela era diferente. Tínhamos vinte e poucos anos e um tiro de partida. Demorávamo-nos menos, queríamos chegar mais depressa aonde se pode estar de olhos fechados que tudo são sentidos ainda. Abreviávamos o tempo; e queixava-se o corpo de não ter tempo para saber quem era. Sussurrávamos o essencial, esperávamos pelo dia, sem roupa - assim se conhecia o mar e "corpos onde a nitidez das suas águas ultrapassa muitas vezes a dos próprios traços fisionómicos"(Luis Miguel Nava). Na margem, ficávamos, a ela nos prendiam.&lt;br /&gt;É sabido que esse tempo não regressa. Nunca mais se é o que se foi num tempo nosso. E agora há outros corpos; há os que a gente nunca esquece. No entanto, estamos sós e um corpo só inflama -se de desejo. Consome-se. Vem a noite sobre ele. "E ao anoitecer adquires nome de ilha ou de vulcão / deixas viver sobre a pele uma criança de lume / e na fria lava da noite ensinas ao corpo / a paciência o amor o abandono das palavras / o silêncio / e a difícil arte da melancolia"(Al Berto).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1121333128419736486-5585569790875165794?l=avelazeira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://avelazeira.blogspot.com/feeds/5585569790875165794/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1121333128419736486&amp;postID=5585569790875165794' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/5585569790875165794'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/5585569790875165794'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avelazeira.blogspot.com/2010/11/o-mais-belo-objecto-de-consumo.html' title='O mais belo objecto de consumo'/><author><name>Lopes de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13872241039207478369</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1121333128419736486.post-5212966091477464855</id><published>2010-08-20T09:08:00.000-07:00</published><updated>2010-08-20T12:21:21.214-07:00</updated><title type='text'>Irreversível</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mal me compreendo que depois de uma vida inteira, conservo intacta a inocência de uma criança e o pasmo dos olhos à flor do rosto. Uma coisa que não se exprime em palavras, um balbuciar, um riso...&lt;br /&gt;Misturei à vida ternura. Misturei a isto a própria vida; aquecida a bafo.&lt;br /&gt;Finjo que sorrio e esqueço, regresso à pressa à vida comezinha. Não se passa nada, não se passa nada. O tempo gasta-me, gasta-me como o salitre aos santos dos nichos. A vida é fictícia, as palavras perderam a realidade. Toda a gente fala no céu, mas quantos passaram no mundo sem terem olhado o céu na sua profunda, na sua temerosa realidade?&lt;br /&gt;Ao lado da vida construo outra vida. Sonho, e os meus sonhos são sempre irrealizáveis, transformam-se nas mãos em barro informe. Toda a gente se ri - já sonha outra vez.&lt;br /&gt;Para mim a vida consiste, tolhido e transido, em embeber-me em sonho, desfazer-me em sonho, atascar-me em sonho.&lt;br /&gt;Desapareço como um cão vadio e quando volto, com lama de vários caminhos, folhas de várias árvores, venho exausto, mudo e feliz. A felicidade não é individual, é Universal.&lt;br /&gt;Porque a vida não és tú nem eu, a vida é uma massa confusa e heterogénea, um pesadelo, um sonho, com bocas abertas para risos e bocas abertas para gritos.&lt;br /&gt;Isto é nada; é vulgar e quotidiano, é uma aparência. Um povo de estátuas em cima e um povo de mortos por baixo. Ser reles e sorrir.&lt;br /&gt;Atrás das palavras com que te iludes, de que te sustentas, das palavras mágicas, sinto uma coisa descabelada e frenética, o espanto, a mixórdia, a dor, as forças monstruosas e cegas.&lt;br /&gt;Em certas ocasiões se as palavras e a insignificância desaparecessem da vida, só ficava de pé o espanto. Só a insignificância nos permite viver, sem ela já o doido que em nós prega, tinha tomado conta do mundo.&lt;br /&gt;E todos os dias acordo. Mais velho, mais inútil.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1121333128419736486-5212966091477464855?l=avelazeira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://avelazeira.blogspot.com/feeds/5212966091477464855/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1121333128419736486&amp;postID=5212966091477464855' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/5212966091477464855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/5212966091477464855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avelazeira.blogspot.com/2010/08/mal-me-compreendo-que-depois-de-uma.html' title='Irreversível'/><author><name>Lopes de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13872241039207478369</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1121333128419736486.post-8537691750809265488</id><published>2010-06-06T07:12:00.000-07:00</published><updated>2010-06-06T07:29:44.992-07:00</updated><title type='text'>Farpas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;À minha volta já esvoaçam os abutres. Só, com um baralho de cartas e um copo de mijo. Logo eu que não gosto de cartas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ninguém sabe o que se passa na minha cabeça, mas não é aí que encontro o poder, nem tão pouco o prazer. O poder e o prazer encontram-se no oposto, em ser contraconfessional. E neste aspecto sou um pioneiro do "Eu".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Afasto-me sem compreender nada, sabendo que não podia compreender nada mas com a ilusão de que poderia ter compreendido alguma coisa... se tais coisas fossem compreensíveis. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como o destino pode ser acidental, ou como tudo pode parecer acidental quando é inescapável.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Cuidado com isto, cuidado com aquilo"... Tretas! Cuidado com coisa nenhuma, sou livre e espontâneo. Não tenho de suportar imposições, humilhações, obstruções. A ferida, a dor, a atitude, a vergonha. A brutalidade da rejeição e o seu real e imperdoável significado humano.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O mundo não está a ficar mais pequeno, apenas tem menos coisas. E metade deste mundo está sujeita a sadismo patológico sob a capa da "incompatibilidade".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Será a alma um lugar de factos, ou serão esses alegados factos sombras enganadoras de histórias que contamos a nós próprios acerca dos outros e acerca de nós?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Forjamos palavras e situações que produzirão nos outros o efeito de uma bomba de fogo, de tal maneira que serão eles a lidar agora com a raiva flamejante da indignação, enquanto nós tomamos calmamente o café da manhã. Até que reparamos que desperdiçámos tanto tempo, força e energia em maquinações iradas e vingativas que perdemos de vista o que mais interessa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não embarquei voluntariamente, não escolhi nem sei, sequer, qual o destino desta fúria auto-destrutiva.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1121333128419736486-8537691750809265488?l=avelazeira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://avelazeira.blogspot.com/feeds/8537691750809265488/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1121333128419736486&amp;postID=8537691750809265488' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/8537691750809265488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/8537691750809265488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avelazeira.blogspot.com/2010/06/farpas.html' title='Farpas'/><author><name>Lopes de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13872241039207478369</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1121333128419736486.post-780837842809536068</id><published>2010-06-06T06:30:00.000-07:00</published><updated>2010-06-06T07:35:21.772-07:00</updated><title type='text'>O Espartilho</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;As exigências e vicissitudes da vida são simplesmente demasiadas para que as nossas convicções lhes consigam sobreviver.&lt;br /&gt;E que contamos nós? Quanto já passámos na vida que valha a pena recordar? Quantos lugares já nos deixaram sem fôlego, quantas pessoas nos tocaram e nos deixaram diferentes? Quantas atitudes, gestos, acasos, nos fascinaram a ponto de fazermos novamente contas à vida?&lt;br /&gt;Adoro coisas estranhas. Pessoas, sítios, animais, ideias, pensamentos, ideais... Coisas com as quais à partida nem me identifico. Nada de misturas ou intimidades, não precisamos de nos impressionar mutuamente; e contudo é nesses momentos que acabamos por fazê-lo melhor. Sem falsas modéstias nem tentativas vãs de tentar ser ou parecer igual (melhor).&lt;br /&gt;Domingo. Acordo tarde e não faço nada até altura do almoço que vou cravar desavergonhadamente e durante o qual defendo encarniçadamente e sem razão, o meu ideal de não fazer nada; achando-me livre e feliz...&lt;br /&gt;Feliz? Felicidade? Se achamos que o somos estamos muito enganados; mas tão rude golpe não nos deve abalar, pelo contrário, que nos estimule a querer sempre mais e melhor; ainda que momentaneamente.&lt;br /&gt;A verdade é que precisamos de ser "amordaçados" e "vergados" por regras e leis; queremos, melhor, exigimos a liberdade mas não sabemos lidar com ela.&lt;br /&gt;Voltamos a fazer contas? A conta já foi feita e o resultado é sempre "X". Desculpa estragar a surpresa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1121333128419736486-780837842809536068?l=avelazeira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://avelazeira.blogspot.com/feeds/780837842809536068/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1121333128419736486&amp;postID=780837842809536068' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/780837842809536068'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/780837842809536068'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avelazeira.blogspot.com/2010/06/o-espartilho.html' title='O Espartilho'/><author><name>Lopes de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13872241039207478369</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1121333128419736486.post-5696997069528674692</id><published>2009-12-06T05:35:00.000-08:00</published><updated>2009-12-06T06:10:10.167-08:00</updated><title type='text'>Hoje não há regras</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem me dera ser um desses ourives das palavras, cujas descrições tornam os campos mais verdes do que o seu próprio verde. Que vivem em si como um comboio em andamento; na prolixidade de si mesmos, na saudade paradoxal.&lt;br /&gt;Desses estou a mentiras de distância e já nem sei de onde parti.  Escrevo, fotografo e guardo tudo no baú das memórias, caso o tempo não sobreviva aqui. Acaso consiga, um dia, ler tudo o que não escrevi.&lt;br /&gt;Rejeitado como um pária, humilhado, cuspido na cara. Submisso, febril, embriagado. Obliterado, esboroado, tolhido, avassalado.&lt;br /&gt;E subitamente... Oh, perversa transformação como a do rosto de Damócles. Funesta barbárie, ratoeira-detonadora neste campo minado que é a vida.&lt;br /&gt;Vive-se, contudo. Mesmo numa era sombria alicerçada na precaridade da esperança, tenho coisas para fazer; coisas inomináveis mas nem por isso menos urgentes.&lt;br /&gt;Nada, nada. Aneurisma. Todo e qualquer momento pode ser o último. Deito fogo ao baú das memórias porque, acho, destrói a liberdade do esquecimento.&lt;br /&gt;Sem a mínima premonição, em total ignorância, caminharei por muralhas invisíveis, por detrás das quais nada existe, nem sequer a escuridão. Perdido para as pessoas e intocável para o pecaminosamente caro tempo. E é quando temos consciência de quão curto pode ser o nosso tempo de vida, que as regras já não se aplicam, quando os nomes são apenas sombras invisíveis com que os outros nos agasalham e nós a eles.&lt;br /&gt;Como relacionar o complicado pensamento analítico com a(s) certeza(s) intuitiva(s)? Em qual dos dois devemos confiar? É certo que morro; mas viverei?&lt;br /&gt;A vida... Se calhar não é tanto o que vivemos mas antes o que imaginamos viver.&lt;br /&gt;A imaginação... O nosso último santuário, onde nos confronta e conforta o bálsamo da desilusão.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1121333128419736486-5696997069528674692?l=avelazeira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://avelazeira.blogspot.com/feeds/5696997069528674692/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1121333128419736486&amp;postID=5696997069528674692' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/5696997069528674692'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/5696997069528674692'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avelazeira.blogspot.com/2009/12/hoje-nao-ha-regras.html' title='Hoje não há regras'/><author><name>Lopes de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13872241039207478369</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1121333128419736486.post-7804069096505465677</id><published>2009-11-28T04:32:00.000-08:00</published><updated>2009-11-28T04:41:55.326-08:00</updated><title type='text'>Acto de contrição</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Adoro esse teu cabelo escuro e liso, essas tuas sabrinas elegantes que te emprestam uma aura de boneca de porcelana sem o espectro da fragilidade.&lt;br /&gt;Oh meu Deus, como sinto a tua falta; nem imaginas o quanto te quero. Ainda bem(?).&lt;br /&gt;Embebedar-me contigo num qualquer dia da semana, a qualquer hora do dia ou da noite, num tasco qualquer a discutir sobre nada. Sem culpa nem remorso. Uma garrafa de bom tinto ou do verde que tanto aprecias, vestida nos tons violeta de que não abdicas. Olho-te sem dares conta, embasbacado e aturdido.&lt;br /&gt;Não! Não quero flores tuas; quero contigo conhecer o jardim. Admirar o que podemos ver e sonhar com o que poderia ser...&lt;br /&gt;Enfim, falhar melhor do que até aqui.&lt;br /&gt;Oh adorável criatura que faz corar de vergonha o Diabo e pega fogo ao Inferno.&lt;br /&gt;Não choro, mas sinto os olhos húmidos e ardentes quando te murmuro um tímido "adeus".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1121333128419736486-7804069096505465677?l=avelazeira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://avelazeira.blogspot.com/feeds/7804069096505465677/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1121333128419736486&amp;postID=7804069096505465677' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/7804069096505465677'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/7804069096505465677'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avelazeira.blogspot.com/2009/11/acto-de-contricao.html' title='Acto de contrição'/><author><name>Lopes de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13872241039207478369</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1121333128419736486.post-2654363968716625711</id><published>2009-11-24T11:38:00.000-08:00</published><updated>2009-11-24T11:56:07.252-08:00</updated><title type='text'>Seria triste perder o futuro por causa do passado</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De facto, a (minha) "situação" sujeita a análise e crítica leva-me à presença e à cara de ideias legítimas, quase espontâneas e lógicas, mas transformadas em ideologias. E se a ideia nasce e voga como expressão de um pensamento criador e universal, a ideologia apropria-se da ideia e serve-se dela para a submeter a projectos ou interesses subjectivos, particulares, restritos e pragmáticos.&lt;br /&gt;Como consequência, a riqueza de ideias e de conceitos em si inovadores redunda em ideologias redutoras, constringentes e limitadoras, mais que discutíveis, não raro incómodas. E, no entanto, a natureza vinga-se. Vinga-se a natureza porque se vinga o homem, a sua inteligência e a sua criatividade, e também se vingam os sinais dos tempos, isto é, os sinais deste tempo em que vivemos.&lt;br /&gt;As ideologias são por princípio conservadoras, enquanto fixam as ideias para delas elaborarem esquemas ou programas ao serviço de atitudes ou comportamentos. Mas os chamados "desafios" são verdadeiras investidas ou provocações contra o conservadorismo perigoso das ideologias. Se estas travam e condicionam a criatividade livre, os desafios abrem perspectivas novas e provocam a capacidade criativa para encontrar saídas e respostas para situações emergentes que reclamam resposta.&lt;br /&gt;É de facto ousado, mas sadiamente ousado, enfrentar ideias e ideologias, feitas dogmas do nosso mundo e dos nossos contemporâneos. Mas também é extremamente positivo enfrentar, não para demolir por feitio, mas para contrapôr e propôr por convicção.&lt;br /&gt;A competência fica provada até à exaustão... que não deixa de ser cansativa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1121333128419736486-2654363968716625711?l=avelazeira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://avelazeira.blogspot.com/feeds/2654363968716625711/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1121333128419736486&amp;postID=2654363968716625711' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/2654363968716625711'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/2654363968716625711'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avelazeira.blogspot.com/2009/11/seria-triste-perder-o-futuro-por-causa.html' title='Seria triste perder o futuro por causa do passado'/><author><name>Lopes de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13872241039207478369</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1121333128419736486.post-6602367757603625216</id><published>2009-11-10T02:43:00.000-08:00</published><updated>2009-11-10T02:51:49.014-08:00</updated><title type='text'>Passa aí a ver as nuvens</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Debruçar a promessa de escape no parapeito da janela. Gosto de ver as nuvens. Gosto porque sim, sem entrada nem sobremesa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um pequeno ócio de céu aberto onde não damos nomes às coisas, é melhor só apreciá-las sem as tentar compreender. As coisas mudam muito depressa. Muito depressa. E eu sou um despistado, sôfrego do efémero. Eternamente fascinável.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A ideia é usufruir com prazer das coisas que o mundo nos proporciona sem custos. Nada mais fácil do que ficar a olhar o céu. apanhado na teia da preguiça. Mas sensível o suficiente para ver aquilo que outros insistem em ignorar. Nunca é demasiado tarde ou demasiado cedo para fazer o que quer que seja.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1121333128419736486-6602367757603625216?l=avelazeira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://avelazeira.blogspot.com/feeds/6602367757603625216/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1121333128419736486&amp;postID=6602367757603625216' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/6602367757603625216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/6602367757603625216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avelazeira.blogspot.com/2009/11/passa-ai-ver-as-nuvens.html' title='Passa aí a ver as nuvens'/><author><name>Lopes de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13872241039207478369</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1121333128419736486.post-1152743195121247574</id><published>2009-11-10T02:22:00.000-08:00</published><updated>2009-11-10T02:35:09.394-08:00</updated><title type='text'>Mel, fel e vinagre</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Expressar o corpo, encurtar distâncias: acariciar com os olhos, serenar com a voz. Saborear, na suspensão do instante, a sempre precária segurança de dois corpos resgatados da inescapável solidão.&lt;br /&gt;Contemplar e fruir a beleza mesmo no corpo disforme ou deformado, cansado, decaído, envelhecido, rejeitado. Porque a beleza existe, mesmo quando o corpo não cumpre as dimensões do preconceito. Tocar o coração de alguém que nos inscreva no infinito, ainda que por breves instantes, que nos liberte do caos original; a eterna ânsia de expansão. Mais viva que a própria vida.&lt;br /&gt;A curva do pescoço, aquela que me ferve o sangue quando te reclinas semi-nua, ou mesmo nua. Em cada ritmo e forma da natureza procuro e encontro razões para procurar, para despertar em mim as razões para te possuir; se formos todos parar ao inferno, não quero deixar de ir ao céu. Sempre que queiras.&lt;br /&gt;Viver é uma coisa rara, a maior parte das pessoas apenas existe. Mas eu tenho uma vida própria, quase secreta, que se alimenta de si mesmo e dos "não-sei-o-quês" que o olhar encontra sem procurar.&lt;br /&gt;Mas é com um sorriso amargo que digo não precisar de ninguém; que a garrafa ou a masturbação estão sempre ali à mão.&lt;br /&gt;Arranjas aí um cigarro?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1121333128419736486-1152743195121247574?l=avelazeira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://avelazeira.blogspot.com/feeds/1152743195121247574/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1121333128419736486&amp;postID=1152743195121247574' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/1152743195121247574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/1152743195121247574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avelazeira.blogspot.com/2009/11/mel-fel-e-vinagre.html' title='Mel, fel e vinagre'/><author><name>Lopes de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13872241039207478369</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1121333128419736486.post-3433453382127128313</id><published>2009-11-10T02:01:00.000-08:00</published><updated>2009-11-10T02:21:22.535-08:00</updated><title type='text'>Sem filtro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O que outrora foi uma agradável surpresa, hoje não é mais do que uma penosa rotina. A lassidão dos dias onde me entretenho e consumo com alcool e psicoativos, perdidamente embrenhado na pacatez da vida. Voo e danço sozinho, com as asas que alguém me deu e ao som de música encharcada de absinto.&lt;br /&gt;Sinto que já não há tutano para sugar; que fazer quando as coisas (as únicas coisas que ainda tinham valor) já não me dizem nada? Quando o vinho já não me embriaga, apenas me deixa a vista turva; quando a droga já não me intoxica, apenas entorpece corpo e sentidos; quando o sabor da comida desaparece, quando os dias no calendário e as horas no relógio deixam de fazer sentido; quando o coração bate apenas por capricho de uma máquina sem botão para desligar?&lt;br /&gt;Vou por aí fora à procura de alguma coisa que ainda seja autêntica. O sorriso desarmante dos miúdos com que me cruzo na rua, a lambidela despropositada mas autêntica com que sou brindado assim que entro em casa... mas nem isto me chega.&lt;br /&gt;Quero mais; saltar na "corda bamba" sem rede de protecção, percorrer caminhos que ninguém sabe ao certo qual o destino, se é que o há. Não sou apologista de viver cada momento como se fosse o último, mas sim como sendo o primeiro, o início; afinal "o caminho faz-se caminhando", certo?&lt;br /&gt;É desta. Alguns trocos no bolso, muitos sonhos na cabeça, e uma vontade imensa na alma. É isto que quero, por mim, egoista...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1121333128419736486-3433453382127128313?l=avelazeira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://avelazeira.blogspot.com/feeds/3433453382127128313/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1121333128419736486&amp;postID=3433453382127128313' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/3433453382127128313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/3433453382127128313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avelazeira.blogspot.com/2009/11/sem-filtro.html' title='Sem filtro'/><author><name>Lopes de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13872241039207478369</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1121333128419736486.post-6869248295744563611</id><published>2009-10-13T02:15:00.000-07:00</published><updated>2009-11-24T11:58:11.451-08:00</updated><title type='text'>Insaniens</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As únicas pessoas para mim são os loucos.&lt;br /&gt;Loucos para viver, loucos para serem salvos. Desejosos de tudo ao mesmo tempo. Aqueles que nunca bocejam ou usam um qualquer "lugar-comum"; mas queimam e incendeiam. Queimam como só o fogo é capaz. E explodem desenhando aranhas por entre as estrelas. E bem no meio, no centro, vemos aquele azul brilhante e intenso...&lt;br /&gt;Toda a gente fixa o olhar, abre a boca em espanto e diz: "Ahhhh"...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1121333128419736486-6869248295744563611?l=avelazeira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://avelazeira.blogspot.com/feeds/6869248295744563611/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1121333128419736486&amp;postID=6869248295744563611' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/6869248295744563611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/6869248295744563611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avelazeira.blogspot.com/2009/10/insaniens.html' title='Insaniens'/><author><name>Lopes de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13872241039207478369</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1121333128419736486.post-4001419496548862180</id><published>2009-10-08T04:22:00.000-07:00</published><updated>2009-11-24T11:58:37.064-08:00</updated><title type='text'>Mente comigo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Reencontrado o sexo, perdeu-se irremediavelmente o amor. O amor...&lt;br /&gt;O desejo mais intenso é amar; amar alguém que ainda sabe sorrir.&lt;br /&gt;Mesmo quando não tinha ninguém, mesmo assim eu amei. Sim, porque uma pessoa não pode guardar-se para si própria e encher-se com histórias e mentiras lindamente entretecidas. Mas como saber que realmente amamos alguém quando a única coisa que fazemos é foder? Gostaria, por vezes, que o coração pudesse ser um condomínio fechado, um lugar que não seria um lugar, longe de tudo e de todos. Sem cansaço, sem apatia, sem preguiça, sem "erros de casting", sem razão.&lt;br /&gt;Mas a evidência desta característica tão humana - tentativa » erro - faz com que se encare a vida num oco "vai-se andando"; vivemos de memórias: "silencioso, um cigarro colado no canto do seu sorriso oblíquo... silencioso, o sol esgueira-se por entre as madeixas do seu cabelo..."&lt;br /&gt;Não, não e não! Dessas historietas ando eu farto. Era uma vez, era uma vez... Ando farto de tudo o que está escrito, preto no branco; de espertezas saloias e latim de igreja. Serviu para me engordar; abri galerias à dentada nisso tudo, até á erudição. De pergaminhos manchados de bolor a &lt;em&gt;in-folia&lt;/em&gt; encadernados a couro. Todas as excreções da humana razão.&lt;br /&gt;Ando farto de tantas súplicas de amor, farto de tanta fúria, farto de tanta amargura recalcada e balbuciante, farto de tanto medo de ganhar ou perder, farto de tanto medo de morte, de tanto medo daquela vida que me apetece viver...&lt;br /&gt;Estou farto de ser obrigado a fornecer um insulto, farto da esperança idiota, de esperar as migalhas que caem da mesa, farto de ter de abanar a cauda e fingir-me contente com o "não sei quê" que nos trai e irrita, que nos deixa de mãos a abanar numa tarde de sol em que só nos apetece namorar com a vida.&lt;br /&gt;Às tantas já nem sabemos quem é macho e quem é fémea. Mamíferos procriadores que gostariam de satisfazer-se autonomamente cfom a pila originária, na originária rata.&lt;br /&gt;O Amor... esse feliz veneno cujo antídoto só o diabo conhece.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1121333128419736486-4001419496548862180?l=avelazeira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://avelazeira.blogspot.com/feeds/4001419496548862180/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1121333128419736486&amp;postID=4001419496548862180' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/4001419496548862180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/4001419496548862180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avelazeira.blogspot.com/2009/10/mente-comigo.html' title='Mente comigo'/><author><name>Lopes de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13872241039207478369</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1121333128419736486.post-1454997063506624993</id><published>2009-09-29T02:23:00.001-07:00</published><updated>2009-09-29T02:47:03.557-07:00</updated><title type='text'>Soníloquo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A quem poderia pegar na mão e dizer: "Ainda estamos cá! Existimos! Queremos, havemos de fazer... Expôr à luz a verdade, essa intrusa. Quer-se dita, e portanto di-la-emos. Como que um excesso que nunca sacia."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Senão para quê esta força soberba que é a nossa juventude? Há que berrar! Ou então estaremos condenados a pagar a factura da eterna busca pela verdade. Tentativas vãs para corrigir Deus agora que o mundo parece sair dos gonzos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Patrocina-se e incentiva-se o diálogo, entendido como o cruzamento entre frivolidade e superficialidade quando o sentido verdadeiro de diálogo devia ser um local onde duas almas se encontram e se desnudam.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não te basta existires só em sonho, seres sonhado unicamente por mim, e estares isento de responsabilidades, uma vez que não existes a não ser nos meus sonhos? O sonho engarrafado onde nos apertamos um contra o outro até sermos uma só carne. Só o homem ama por qualquer preço, fora da estação (cio) até à loucura e para lá da morte.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Rio-me. A minha boca em cú de galinha lança beijos para o ar... Quero que hoje a miséria de todos os dias - a mentira - fique fora destes muros. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Entristeço-me contudo, porque poucos aprendem a lição. E tudo o que aconteceu ontem pode voltar amanhã.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E eu, caído dos meus sonhos, apenas eu?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1121333128419736486-1454997063506624993?l=avelazeira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://avelazeira.blogspot.com/feeds/1454997063506624993/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1121333128419736486&amp;postID=1454997063506624993' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/1454997063506624993'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/1454997063506624993'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avelazeira.blogspot.com/2009/09/quem-poderia-pegar-na-mao-e-dizer-ainda.html' title='Soníloquo'/><author><name>Lopes de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13872241039207478369</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1121333128419736486.post-7610734680744668464</id><published>2009-09-29T01:56:00.000-07:00</published><updated>2009-09-29T02:21:50.541-07:00</updated><title type='text'>Chusma</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;É possivel que a fome nos tenha acicatado o desejo de morder; o restolhar de folhas secas no chão quase nos esgota a saliva e os dentes parecem já querer abocanhar. Sonhamos já com aqueles que julgam estar a sonhar connosco.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Inflamo-me, agito-me, revolto-me. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cheio de medo, meto medo aos outros; mas já me toparam. Os olhos injectados de sangue, inquisidores, dos que chamo irmãos procuram, no último instante, rechaçar qualquer réstia de medo que me possa ter assaltado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Confronto-os com frieza e secamente rodo a cabeça para o sítio onde, num piscar de olhos já sinto o turbilhão de sensações que jorros de sangue quente me proporcionam. Quase que o sentimos palpitar ainda. Mas o medo continua; e eles sabem-no. Cedo ou tarde começarei a ser invisível; ninguém presenciará a minha presença, ninguém valorizará o meu valor. Mas até lá, e enquanto tiver unhas e dentes terei atenção; é um passaporte para ser visível.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não me podem tirar o medo, é ele que me dá força e asas. Não serei mais um refugo lançado fora ou mais um predador falhado; no máximo um vagabundo, um actor. Trânsfuga e cúmplice.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tenho medo sim, mas é de mim. Da minha frontalidade, verve, ousadia...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Basta!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu incarno a náusea, digo adeus sem saber a que digo adeus; sou capaz de tudo e vice-versa. Eu sou o medo. E é este "ser" que me mete medo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Isso e o medo de falhar. Aquele instante que vivemos em câmara lenta, antes da estocada final.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O medo de falhar... O prazer da carne... O medo de falhar...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fito-a! Única e inesquecível. Aquela flexão do braço, este nascer do pescoço, das veias a latejar. Sim, eu sinto-o.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O olhar trágico, cansado, e no entanto imperioso. Transpira medo por todos os poros e eu quase tenho pena...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Reparo de soslaio por cima do ombro e fito os que me seguem; cerro os dentes e lanço-me.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O medo de falhar... A fome insaciável... O medo de falhar&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1121333128419736486-7610734680744668464?l=avelazeira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://avelazeira.blogspot.com/feeds/7610734680744668464/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1121333128419736486&amp;postID=7610734680744668464' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/7610734680744668464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/7610734680744668464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avelazeira.blogspot.com/2009/09/chusma.html' title='Chusma'/><author><name>Lopes de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13872241039207478369</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1121333128419736486.post-5561373654201728888</id><published>2009-07-20T04:16:00.000-07:00</published><updated>2009-07-20T04:40:12.706-07:00</updated><title type='text'>Posso pisar?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quem anda de cabeça para baixo tem o céu por abismo; sem o tecto da normalidade, sem o chão da trivialidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pensamentos intensos surgem por vezes quando estamos concentrados em alguma coisa, ou preocupados com alguma coisa. Deixamos de ouvir a pessoa que temos à nossa frente (se é que temos alguma). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Isto é uma alienação natural. Pensamos de forma desorganizada; ideias completamente diversas, e por vezes espatafúrdias, estão em simultâneo na mente. Vão e vêm rapidamente. Falamos connosco, às vezes gritamos. Ouvimos pensamentos, musicas que ecoam rebarbativamente na cabeça; o fumo do cigarro entra-se-me pelos olhos adentro - queima.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esforçamo-nos para nos libertarmos das tiranias da razão, e dos tiranetes deste mundo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Constantemente interrompidos... seja por um rádio que toca demasiado alto, seja porque alguém nos reconhece e cumprimenta, seja porque nos vêm à cabeça fragmentos de pensamentos, farrapos desgarrados de micronarrativas e nada mais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Oh, sim! Mais uma distracção, pensamos. Pensa antes noutras coisas, imagina que consegues ser uma pessoa interessante. Poderia continuar a ler ou a escrever... hum... talvez amanhã. Desligo o rádio. Oh merda, estes romanticos deixam-me louco. Parem! parem de pensar assim; sejamos loucos, um bocadinho de vez em quando. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pausa! que eu já sinto falta de fumar contigo. E eis que corremos os dois sem nunca nos encontrarmos. Mas que refinados patifes...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1121333128419736486-5561373654201728888?l=avelazeira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://avelazeira.blogspot.com/feeds/5561373654201728888/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1121333128419736486&amp;postID=5561373654201728888' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/5561373654201728888'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/5561373654201728888'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avelazeira.blogspot.com/2009/07/posso-pisar.html' title='Posso pisar?'/><author><name>Lopes de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13872241039207478369</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1121333128419736486.post-111646163659831805</id><published>2009-07-06T02:54:00.000-07:00</published><updated>2009-07-22T04:12:50.381-07:00</updated><title type='text'>Obrigado pela tua eloquente ausência</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu, trapezista cósmico, que não percebo boia de nada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu, filho de gente pobre, nunca me foi dado viver o charme discreto da burguesia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu, o homem errado no lugar errado, nem sequer me deram um manual de instruções.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu, amarrado e nú, nada sabia e mesmo assim continuei a ser o idiota que devia ser.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu, arranha-céus filosófico, transcendo a miragem da imortalidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu, facilmente substituível, constantemente posto à prova pelo destino.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Merda! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É só paleio esta mania das especulações. E bebo um golo da minha aguardente em honra do que para mim é simplesmente inexplicável, insano. E é assim que deve ser; nem tudo o que o homem pensa devia tomar corpo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E aquele "Eu", idiota de outros tempos? Entediado pela vida tosca e chata foi-se embora. Só deixou migalhas. Até as pedras que atirou já deram o que tinham a dar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ah, se pudéssemos embebedar-nos sempre e nadar na retrete, mandar tudo às urtigas. Arreganhar os dentes e rir esganiçadamente. O ódio ferve, quer varrer tudo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vigarista, mentiroso, um merdas é o que tú és. Um esfarrapado. Caga nisso tudo, é apenas mais uma noite de intensa bebedeira. Sozinho.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por baixo de águas-de-colónia baratas cheiramos todos folcloricamente a estábulo. Mas aínda não foi tudo roído até ao osso, e por isso sonha amiguinho, sonha com tudo o que te passar pela cabeça. Sonhos desopilantes onde há sempre qualquer merdinha que não bate certo. Mas... o que é que isso interessa? Nada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Apenas uma folha em branco onde se deixam cair idiotices. às migalhas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Onde, em ramagens mortas, surgem pequenos rebentos quer de loucura quer de genialidade. Para servir às fatias e regar com água de competente grau alcoólico. Obsceno?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Obsceno é deixar-me comer pela Madame Min.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1121333128419736486-111646163659831805?l=avelazeira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://avelazeira.blogspot.com/feeds/111646163659831805/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1121333128419736486&amp;postID=111646163659831805' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/111646163659831805'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/111646163659831805'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avelazeira.blogspot.com/2009/07/eu-trapezista-cosmico-que-nao-percebo.html' title='Obrigado pela tua eloquente ausência'/><author><name>Lopes de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13872241039207478369</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1121333128419736486.post-3993787912873250215</id><published>2009-05-14T12:38:00.000-07:00</published><updated>2009-05-14T13:11:56.820-07:00</updated><title type='text'>Lacre</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Volto a tentar amanhã...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;hoje não me apetece morrer.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;cega-me a escuridão teimosa&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;que insiste em não arredar pé.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quero viver.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não me assustas só com isso...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;bocejo perante a questão, &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;e vejo lá fora filas de gente apressada. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Querem lá saber de mim,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;e porque não?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas hoje alguém deixou de viver...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;deixou de pensar por si.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vou comprar uma coroa de flores&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;mas vou ficar com ela,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;vou ficar por aqui.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E tentam falar comigo...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;mas eu não quero ouvir ninguém.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Insistem, uma e outra vez,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;tentam à força saber de mim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu estou bem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quero poder olhar o sol...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;sem nada, mesmo de frente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Disseram que não podia, que não devia...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;mas vou fazê-lo um dia,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;cego mas contente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ando a rir-me do mundo...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;ainda vou pagar caro por isso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tento não pensar a toda a hora&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;que a realidade é apenas um esquisso.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1121333128419736486-3993787912873250215?l=avelazeira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://avelazeira.blogspot.com/feeds/3993787912873250215/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1121333128419736486&amp;postID=3993787912873250215' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/3993787912873250215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/3993787912873250215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avelazeira.blogspot.com/2009/05/lacre.html' title='Lacre'/><author><name>Lopes de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13872241039207478369</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1121333128419736486.post-4411486065951136123</id><published>2009-05-12T03:01:00.000-07:00</published><updated>2009-05-12T03:21:22.629-07:00</updated><title type='text'>Segunda-feira chuvosa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Acordo e resmungo. Espreguiço-me. Olho-me ao espelho e deparo-me com o disparate e a mediocridade por todos os lados. O impulso natural manda que se purgue tudo isso para assentar a novidade em terreno sólido e experimentar novos caminhos, novas perspectivas, para fugir a essa vulgaridade e parvoíce. A mediocridade a ser derretida pelo fogo do pensamento.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A partir daqui muitas portas se abrem e nenhuma se fecha. É, em grande parte, de filosofia que se compõe a melodia da criação; e há filósofos que um dia treparam pela escadaria do pensar. E daquilo que é, entre o pensar, fragmento de genialidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ideias nascidas de um EU que pensa. Independente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sem limites, a mente em ebulição vai parar onde? Mais uma interrogação no mar das interrogações. Mais um inadaptado às formas normais da vida; não age nem no sentido do que lhe é imposto (pelos outros, pela sociedade) como "normalidade", nem age no que age.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É único.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1121333128419736486-4411486065951136123?l=avelazeira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://avelazeira.blogspot.com/feeds/4411486065951136123/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1121333128419736486&amp;postID=4411486065951136123' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/4411486065951136123'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/4411486065951136123'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avelazeira.blogspot.com/2009/05/segunda-feira-chuvosa.html' title='Segunda-feira chuvosa'/><author><name>Lopes de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13872241039207478369</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1121333128419736486.post-6559607874996918211</id><published>2009-02-21T11:57:00.000-08:00</published><updated>2009-02-22T05:57:56.508-08:00</updated><title type='text'>Algumas coisas que aprendi, outras que decorei</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Aprendi que a juventude têm um poder e beleza incrível, mas só descobri isso mais tarde.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao olhar para fotografias minhas de antigamente aprendi que na altura parecia não haver limites, e continua a não haver; além disso tinha um aspecto fantástico, aprendi que nunca serei tão gordo quanto penso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Continuo a preocupar-me com o futuro mas aprendi que preocupar-me é tão eficaz como matar a sede com um discurso sobre a água. Aprendi que os verdadeiros problemas da vida são aqueles pequenos nadas que nos deixam boquiabertos numa qualquer segunda-feira.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Decidi fazer coisas que me assustavam, a cantar, a rir-me das quedas, a deixar-me levitar. Aprendi a não perder tempo com invejas. Às vezes vou à frente, outras vou atrás; a corrida é longa. Quero lembrar-me dos elogios e esquecer-me dos insultos. Aprendi que não consigo totalmente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aprendi a espreguiçar-me com estilo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não me sinto culpado por aos vinte anos não saber o que fazer da vida; aprendi que ainda hoje não sei, e as pessoas mais velhas e interessantes que conheço ainda não sabem. Aprendi que talvez me case, ou talvez não, talvez tenha filhos, talvez não. As minhas escolhas são meias hipóteses, assim como as de toda a gente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Gosto de como sou. Aprendi a usar-me e a reciclar-me de todas as formas e feitios. Aprendi a não ter medo de mim ou do que os outros pensam de mim. Danço, mesmo quando estou sozinho no meu quarto. Tento viajar em todas as direcções mas a não seguir nenhuma, aprendi que os melhores sítios não aparecem no mapa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aprendi a não seguir modas e tendências, apenas me faziam sentir feio. Eu não sou feio.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aceitei a custo algumas verdades inalienáveis, aprendi que os preços vão continuar a subir e eu vou continuar a envelhecer.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aprendi a não contar com ninguém, e descobri que vamos tendo sempre alguém que conta connosco. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Evito dar conselhos. Aprendi que são apenas formas de saudade; é repescar o passado, pintar as partes feias e vendê-lo por mais do que aquilo que vale.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aprendi a não aprender comigo. O final do meu dia salda-se por uma solitária cerveja num tasco qualquer.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E por princípio aprendi que ainda há muito para aprender.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1121333128419736486-6559607874996918211?l=avelazeira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://avelazeira.blogspot.com/feeds/6559607874996918211/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1121333128419736486&amp;postID=6559607874996918211' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/6559607874996918211'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/6559607874996918211'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avelazeira.blogspot.com/2009/02/algumas-coisas-que-aprendi-outras-que.html' title='Algumas coisas que aprendi, outras que decorei'/><author><name>Lopes de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13872241039207478369</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1121333128419736486.post-9196720253418139685</id><published>2008-12-17T13:40:00.000-08:00</published><updated>2008-12-17T13:52:45.643-08:00</updated><title type='text'>Partenogénese</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Pensas então que vais viver a tua vida sozinho, na escuridão da exclusão. Sim, eu sei... Já estiveste "lá fora" a tentar uma simbiose com os animais mas isso apenas te deixou cheio de uma confusão que chega a ser humilhante.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E é então que precisas de mim; e o teu mundo muda.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Porque tudo o que digo é tudo aquilo que não queres ouvir; e mais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Deixas cair as defesas, deixas cair os teus medos. E estás tão ocupado a sentir-te bem que nem sequer questionas essa súbita mudança. Queres saber porquê? Porque sou um mentiroso. Sim, mentiroso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vou desfazer-te a mente, icinerar essa alma, tornar-te um EU.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E faço-o porque sou um mentiroso. Mentiroso. Mentiroso...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1121333128419736486-9196720253418139685?l=avelazeira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://avelazeira.blogspot.com/feeds/9196720253418139685/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1121333128419736486&amp;postID=9196720253418139685' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/9196720253418139685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/9196720253418139685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avelazeira.blogspot.com/2008/12/partenognese.html' title='Partenogénese'/><author><name>Lopes de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13872241039207478369</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1121333128419736486.post-3237136328648830385</id><published>2008-11-27T05:13:00.000-08:00</published><updated>2008-11-27T05:50:35.610-08:00</updated><title type='text'>Despojos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O omnipresente "jogo dos possíveis" acarreta a aceitação do outro na sua diferença. Aliás, estar no mundo é estar com o outro. Alimentada pela alteridade, a identidade do homem reclama incessantemente a intervenção de um outro, presente, mas diferente. Por conseguinte, "não basta dar voz às ideias do outro, mas é necessário reconhecer a sua autoridade concreta como um ser valioso e incondicionado"(Edgar Morin).&lt;br /&gt;De facto, se por um lado se deve aprender a reconhecer as possibilidades que se realizam num outro e não em nós mesmos, por outro deve-se pensar ao mesmo tempo que se está unido ao outro pela mesma pertença para reconstruir o seu ponto de vista, mas também para aprofundar o nosso ponto de vista. A partir desta experiência, o homem tem de ser, ao mesmo tempo, um ser forte com a noção exacta da sua fragilidade.&lt;br /&gt;Na aceitação do outro, que não pode ser rejeitado como bastardo ou herético, bem como na recusa de controlar o jogo com o outro e assim ganhar, está, creio, o "passaporte" do futuro da humanidade. Tal "passaporte" implica "melhorar a nossa capacidade de escuta no diálogo com o outro em vista de coexistência e solidariedade ainda inexploradas"(&lt;span style="font-style: italic;"&gt;idem&lt;/span&gt;) e de abertura a novas possibilidades para a coevolução material e espiritual.&lt;br /&gt;Cumpre a cada um compreender que o homem se torna uma exigência existêncial para um outro. Na realidade, a exigência existêncial do outro introduz literalmente o ser egocêntrico nas interdependências. O egoísmo dará lugar à solidariedade, fraternidade e complementaridade. Assim, aprende-se que "a vida só é bela quando é uma empresa em benefício dos outros (e do mundo), quando sai da rotina que esteriliza para os perigos da aventura intelectual ou da aventura da acção"(Agostinho da Silva).&lt;br /&gt;De resto, o reconhecimento do outro "nada tem a ver com a racionalidade ou abdicação da razão, mas é um acto de profunda honestidade racional"(Edgar Morin), na medida em que, tal como Narciso, se o homem rejeitasse qualquer relação com os outros estaria condenado a perecer. Aliás, à medida que que o mimetismo invade o homem, cada um sente-se mais fraco em relação aos outros.&lt;br /&gt;A diversidade dos indivíduos funciona como um dos principais motores da evolução; é uma maneira de garantir o possível. Uma espécie de "seguro do futuro", aumentando as possibilidades de vida face à homogeneidade que traz a morte.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1121333128419736486-3237136328648830385?l=avelazeira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://avelazeira.blogspot.com/feeds/3237136328648830385/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1121333128419736486&amp;postID=3237136328648830385' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/3237136328648830385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/3237136328648830385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avelazeira.blogspot.com/2008/11/despojos.html' title='Despojos'/><author><name>Lopes de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13872241039207478369</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1121333128419736486.post-5488174153760972727</id><published>2008-11-06T10:55:00.000-08:00</published><updated>2008-11-06T12:24:17.794-08:00</updated><title type='text'>Purple Haze</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O fumo azulado que sai do meu cigarro e se desmultiplica em formas desconexas até desaparecer só encontra paralelo com a imagem desfocada e distorcida que vejo no retrovisor enquanto acelero para longe; não muito, apenas o suficiente para sacudir qualquer suspeita que possa subsistir após o meu raciocínio. Tenho estigmatismo e portanto, estando muito perto das coisas, vejo mal; muito mal. E também, a distância é relativa; não só pelo espaço mas também pelo tempo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Já não há longe nem perto (a bem dizer, nunca houve), ontem ou hoje, quiçá homens e mulheres; há o aqui, o agora e a "malta". Os tempos mudam, as vontades também; mudam as drogas, mudam os motivos. É constante ebulição e dinamismo, ao mesmo tempo belo e misterioso. Os sinais dos tempos são prova disso mesmo. A chave mestra, creio, para se poder pensar "filosoficamente" é uma luta titânica entre a inércia da nossa arrogância e a dinâmica do nosso espírito.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É difícil? Sim. É uma luta? Sim; mas não é uma guerra. Isso pressupõe a existência de um adversário, e ao existir, seria eu mesmo! É possível lutar contra mim mas não guerrear-me, isso até dá mais trabalho do que frutos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A "nossa luta" só faz sentido no plano subjectivo (não confundir com particular), e não numa "reforma do entendimento". Não se iludam, não há por aí meia dúzia de iluminados detentores da verdade e da sabedoria e o resto são coitadinhos ignorantes a olhar para o céu à espera que lhes caia em cima.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A "nossa luta" é reflexo da nossa capacidade cognitiva, da nossa liberdade, das nossas relações. Não somos ideias mas devemos ter ideais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A "nossa luta" é assumir as dúvidas e ultrapassá-las; que pensamos diferente já todos sabemos mas isso de ficar com "a tua" e eu com "a minha" não é caminho; quando muito é um atalho.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A "nossa luta", meus amigos, é conseguir dar seguimento à herança deixada pelos "espíritos livres" (leia-se filósofos); as armas que tinham? Irreverência, Audácia, Ambição, Inconformismo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A nossa luta é esta! Que melhor altura senão agora? que melhor sitio que não este?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1121333128419736486-5488174153760972727?l=avelazeira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://avelazeira.blogspot.com/feeds/5488174153760972727/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1121333128419736486&amp;postID=5488174153760972727' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/5488174153760972727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/5488174153760972727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avelazeira.blogspot.com/2008/11/purple-haze.html' title='Purple Haze'/><author><name>Lopes de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13872241039207478369</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1121333128419736486.post-6436763650341949845</id><published>2008-08-06T02:21:00.000-07:00</published><updated>2008-08-06T02:35:00.749-07:00</updated><title type='text'>Simples</title><content type='html'>Eu sou capaz de lançar um grito dentro de mim; que arranca árvores pelas raízes, que explode veias em todos os corpos; que trespassa o mundo.&lt;br /&gt;Eu sou capaz de correr atrás desse grito; à sua velocidade. Contra tudo o que se lança para deter-me, contra tudo o que se levanta no meu caminho; contra mim próprio. Eu quero!&lt;br /&gt;Eu sou capaz de expulsar o sol da minha pele; de vencê-lo! Mais uma vez e sempre.&lt;br /&gt;Porque a minha vontade me regenera, faz-me nascer; renascer.&lt;br /&gt;Porque a minha força é imortal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1121333128419736486-6436763650341949845?l=avelazeira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://avelazeira.blogspot.com/feeds/6436763650341949845/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1121333128419736486&amp;postID=6436763650341949845' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/6436763650341949845'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/6436763650341949845'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avelazeira.blogspot.com/2008/08/dissolved.html' title='Simples'/><author><name>Lopes de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13872241039207478369</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1121333128419736486.post-536960562459073097</id><published>2008-07-16T02:10:00.000-07:00</published><updated>2008-07-16T02:15:18.375-07:00</updated><title type='text'>Nota de imprensa</title><content type='html'>"Os relatos da minha morte foram largamente exagerados" - Mark Twain&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trabalho não mata; dignifica (e cansa)! Experimentem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1121333128419736486-536960562459073097?l=avelazeira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://avelazeira.blogspot.com/feeds/536960562459073097/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1121333128419736486&amp;postID=536960562459073097' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/536960562459073097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/536960562459073097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avelazeira.blogspot.com/2008/07/nota-de-imprensa.html' title='Nota de imprensa'/><author><name>Lopes de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13872241039207478369</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1121333128419736486.post-1156631996036508616</id><published>2008-06-25T06:23:00.000-07:00</published><updated>2008-06-25T06:29:24.403-07:00</updated><title type='text'>Apeteceu-me espetar um prato contra a parede</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Devo ser forte e ao mesmo tempo ter a noção exacta da minha fragilidade. Defender a minha identidade própria face a esta pressão da homogeneização; vai daí, a exclusão é atrozmente perigosa, é bruta irrupção de forças cegas. Não é senão o precipício dos cegos.&lt;br /&gt;Cambaleio, giro, arroto, sou sacudido por soluços e peido-me sem me preocupar com o futuro. Por detrás de toda esta deriva está bem patente todo um conjunto de problemas bandeiras desta arrogância: o isolamento pessoal, a marginalização social e o desenraizamento humano – ser homem, ser bicho, estar vivo!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na sequência, a perda do sentido de realidade à qual procuro responder apenas conduz a fugas para posições radicais, portadoras de uma lacunar e insuficiente percepção de realidade e liberdade; que me importa isso, continuo a assobiar enquanto sigo a olhar para o lado. Mas continuo irrremediavelmente fechado num espectro de valores absolutos e dogmáticos – os meus valores, a certeza absoluta – não só sou melhor como sei mais.&lt;br /&gt;Cansado, mas vivo, vagueio em qualquer coisa parecida com sono (há quem lhe chame mescalina). Talvez precise de um terramoto para me recordar que não devemos aceitar nada como garantido (“fecha os olhos e vê o que é teu”); nada é tão perigoso como a certeza de se ter razão, nada causa tanta destruição como a obsessão de uma verdade considerada absoluta.&lt;br /&gt;Mas como “sou quem sou”, jamais sujarei as mãos no diálogo, nem me deixarei contaminar com vicissitudes, mudanças e novidades que o processo evolutivo dos humanos acarreta. Mas como seria triste perder esse espectáculo… serei então uma versão revista e melhorada de Jano (os leigos podem consultar um dicionário, ou a wikipédia – a bíblia do second life).     &lt;br /&gt;O fim da História e o último Homem. A minha substância não é um etnos mas um demos (voltem ao dicionário online), isto porque o desejo de redimir e salvar o que sobra desta humanidade vem sempre acompanhado do desejo de a governar; e se penso que não deveria governar… é melhor não vos assustar … ainda. Tempos virão em que haverá choro e ranger de dentes, virai-vos então para os ídolos que tão devotamente tratais e esculpis, pedi-lhes a salvação e o fim do terror e da ignomínia – silêncio tereis em resposta. Tarde demais!&lt;br /&gt;Hellcome to my church! I vow to no one! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1121333128419736486-1156631996036508616?l=avelazeira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://avelazeira.blogspot.com/feeds/1156631996036508616/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1121333128419736486&amp;postID=1156631996036508616' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/1156631996036508616'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/1156631996036508616'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avelazeira.blogspot.com/2008/06/apeteceu-me-espetar-um-prato-contra.html' title='Apeteceu-me espetar um prato contra a parede'/><author><name>Lopes de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13872241039207478369</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1121333128419736486.post-2663116845471599506</id><published>2008-06-24T03:12:00.001-07:00</published><updated>2008-06-24T03:38:19.794-07:00</updated><title type='text'>Introdução à navegação alada - da diferença entre levitar e voar</title><content type='html'>"A fé e a razão são vistas como duas asas pelas quais o espírito humano se eleva à contemplação da verdade" (FR, 6).&lt;br /&gt;A metáfora não podia ser mais adequada para indicar o modelo de relacionamento entre a fé e a razão; as asas são orgãos propulsores e direccionais no voo de certos animais, e orgãos sustentadores e direccionais no voo de aparelhos mecânicos. Orgãos paralelos e concorrentes para o bem do todo, no movimento operacional para a sua perfeição ou o seu fim. São distintas, situadas de lados opostos, com uma função específica, mas ao mesmo tempo unidas no movimento, de tal modo que ele não se realizará sem esse concurso diferenciado e convergente. Quem beneficia desta função das asas é o todo orgânico ou o aparelho mecânico, que por ela realiza a sua perfeição, ou imediatamente, uma movimentação local, que permite alcançar outros objectivos. Para o voo equilibrado e veloz, são necessárias as duas asas; uma só não realiza a função; têm de ser paralelas e actuarem ao mesmo tempo, numa direcção comum. Quer dizer, têm de ser distintas, autónomas, flexíveis, concorrentes e unidas na mesma acção.&lt;br /&gt;Na realidade significada metaforicamente, as asas têm por sujeito o espírito humano, que não é nem mecânico, nem orgânico, mas se define como princípio operativo ou fonte comum das faculdades de conhecer e de querer, cujas operações, atestadas pela nossa consciência, transcendem o espaço e o tempo, isto é, são imateriais ou espirituais.&lt;br /&gt;A inteligência e a vontade constituem duas ordens distintas na operacionalidade humana - do conhecimento e da eficiência, da teoria e da prática, da representação e da posse real.&lt;br /&gt;As duas asas do conhecimento humano elevam-no à sua perfeição: fazem-no passar da representação à intuição, do discurso à posse conclusiva, da mediação distanciadora à presença unitiva, ao êxtase, à mística.&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;de necessitudinis inter fidem et rationem".&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1121333128419736486-2663116845471599506?l=avelazeira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://avelazeira.blogspot.com/feeds/2663116845471599506/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1121333128419736486&amp;postID=2663116845471599506' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/2663116845471599506'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/2663116845471599506'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avelazeira.blogspot.com/2008/06/introduo-navegao-alada-da-diferena.html' title='Introdução à navegação alada - da diferença entre levitar e voar'/><author><name>Lopes de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13872241039207478369</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1121333128419736486.post-6503755530281480839</id><published>2008-06-20T10:34:00.000-07:00</published><updated>2008-06-20T10:52:06.879-07:00</updated><title type='text'>O meu tom patético far-te-ia rir, se o riso não tivesses já esquecido</title><content type='html'>Um livro sem texto, uma comida sem sal, uma rosa sem cheiro, um jogo sem golos, um corpo sem alma.&lt;br /&gt;Se é bom viver não é menos verdade que é difícil ser um sobrevivente; mas as dúvidas existem para serem assumidas e vencidas. Paz! a impossível possibilidade, o espaço vazio entre a mesa e a cadeira, a indiferença e a sua globalização, o homem e a sua divinização.&lt;br /&gt;Déspotas democráticos, safadonas meiguinhas. A vida de anteontem é a de qualquer dia, e chegas ao fim deste(a) e eis que tudo é ilusão e correr atrás do vento... nada há de proveitoso debaixo do sol. Mas volta a alegria à base de barbitúricos; é certo e sabido que as camélias risonhas e os gafanhotos gigantes fazem muito bem ao ego.&lt;br /&gt;Vida futura... sempre essas larachas! Se eu me ocupasse do futuro, quem achas que iria divertir o nosso presente? Ele quer diversão e diversão terá! que a presença viva de um rapaz decente também é qualquer coisa - ou não será? Quem souber dar-se com graça e agrado não é um público que o há-de azedar; prefere até um circulo alargado para mais gente animar. Coragem, pois! mostrai vossa mestria! Razão, engenho, sentimento, paixão! Deixai soar os coros da fantasia! E que a loucura não falte, atenção.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1121333128419736486-6503755530281480839?l=avelazeira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://avelazeira.blogspot.com/feeds/6503755530281480839/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1121333128419736486&amp;postID=6503755530281480839' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/6503755530281480839'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/6503755530281480839'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avelazeira.blogspot.com/2008/06/o-meu-tom-pattico-far-te-ia-rir-se-o.html' title='O meu tom patético far-te-ia rir, se o riso não tivesses já esquecido'/><author><name>Lopes de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13872241039207478369</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1121333128419736486.post-5606858288726796397</id><published>2008-06-02T01:57:00.000-07:00</published><updated>2008-06-02T01:58:44.810-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;            &lt;strong&gt;A ficção é mais rica e mais sugestiva, na sua expressão artística, do que a produção da “pura” filosofia; mas não abdica da exigência de uma crítica lúcida e argumentativa, mais como exigência do pensar do que por estatuto.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;            Através da ficção literária, o fundo místico que confere uma certa áurea inconfundível aos textos de certos autores, com um misto de convicção e ironia condescendente, mas que nem por isso se compadece com leituras indiferentes, tem uma clara conotação com Cultura. Cultura em que a vida pulsa, sem os freios, espartilhos ou grilhões das análises científicas… é essa vida que é necessário captar.&lt;br /&gt;            Não é apenas a cultura e o “cultural”, em sentido amplo e genérico, mas é sobretudo uma cultura de corpo e alma, bem situada no espaço e no tempo, a cultura portuguesa. Neste “mundo” o exercício de leitura e “produção”, bem como de crítica, deve manter uma atenção rigorosa e lúcida às variadíssimas expressões da imaginação inovadora na cultura portuguesa destas ultimas décadas, mas sem nunca perder de vista a sua relação com a dimensão mais ampla da cultura europeia, em geral, e do universal humano. Das décadas de 50 e 60 temos o eco do abalo produzido no nosso panorama literário pela singularidade da obra de Agustina Bessa-Luis, inovadora e provocante a nível da prosa e do mundo romanesco. E a memória de outros autores e de outras épocas estão presentes em vários textos dos anos 80 com nomes e significados vários, como Saramago, José Augusto França, Mário Cláudio, José Rodrigues Miguéis, Aquilino e Almeida Faria, e ainda, a presença da grande e verdadeira ruptura ou fractura que miticamente atribuímos à “Geração de 70”, exemplarmente representada na visão do mundo como erótico em Eça de Queirós.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1121333128419736486-5606858288726796397?l=avelazeira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://avelazeira.blogspot.com/feeds/5606858288726796397/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1121333128419736486&amp;postID=5606858288726796397' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/5606858288726796397'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/5606858288726796397'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avelazeira.blogspot.com/2008/06/fico-mais-rica-e-mais-sugestiva-na-sua.html' title=''/><author><name>Lopes de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13872241039207478369</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1121333128419736486.post-2277950130004663272</id><published>2008-06-02T01:54:00.000-07:00</published><updated>2008-06-02T01:56:56.991-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;            É através do mundo da ficção que se nos patenteia um processo de mudança que atravessa diversas fases, sem uma clara definição ou contorno cultural com o qual nos pudéssemos identificar. A busca de um sentido, que a “Geração de 70” nos legou, perde-se ou prolonga-se em visões míticas sucessivamente ensaiadas, de forma mais ambígua nos anos 40, mais ousada e inovadora nos anos 60, realizada nos anos 70 mas apenas oniricamente, com uma revolução sonhada, da qual a revolução real devia nascer.&lt;br /&gt;            O mito e o onírico surgem, assim, cada vez mais dominadores de um mundo real que se esvazia nessa mesma criação da ficção sem, no entanto, deixar de apontar para uma esperança ou para uma “certeza mítica” que parece enraizada no fundo da consciência da nossa identidade. A relevância do mito, do onírico e do utópico acabam por adquirir uma dimensão menos negativa do que poderia parecer à primeira vista, uma vez que o lúdico e o transitório da cultura acaba por sobrepor-se ao científico e tecnológico que marcaram o século que findou. E a cultura portuguesa não estará assim tão ultrapassada ou tão fora da nova “medida cultural” que se adivinha ou que se desenha no horizonte deste novo século; novo milénio.&lt;br /&gt;            È também uma lucidez que ultrapassa a razão, que é guiada pela paixão, e que deixa perceber o prazer intelectual que se sabe e se sente envolvido pela realidade de uma cultura que desafiou o passado nas suas realizações, desafia o presente com o insensato dos seus mitos insustentáveis, e o futuro! Porque não um futuro que recusa deixar-se abater pelos racionalismos exacerbados das modernidades que apontam já para uma “pós-modernidade”, seja ela qual for, desde que o sonho e a imaginação da nova grandeza e do “império” sonhado tenham ainda um lugar e um projecto a proclamar?! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;           Uma leitura mais atenta, meditada, da produção literária em Portugal poderá ser, certamente, um bom ponto de partida, se não mesmo uma boa parte da solução procurada.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1121333128419736486-2277950130004663272?l=avelazeira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://avelazeira.blogspot.com/feeds/2277950130004663272/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1121333128419736486&amp;postID=2277950130004663272' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/2277950130004663272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/2277950130004663272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avelazeira.blogspot.com/2008/06/atravs-do-mundo-da-fico-que-se-nos.html' title=''/><author><name>Lopes de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13872241039207478369</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1121333128419736486.post-5480377937455640230</id><published>2008-05-28T11:13:00.000-07:00</published><updated>2008-05-28T11:24:39.460-07:00</updated><title type='text'>Comunicação</title><content type='html'>Tudo chegava pelo lado da sombra, do terror, da pegajosa ignomínia. Os esbirros amordaçavam a luz. Com as mãos mergulhadas nas estrelas que escondia nos bolsos o poeta assobiava uma pátria de brancura e paz. O poeta dizia-se: quem um só dia amou a liberdade é plenitude da alma que se reconhece. E deu flor: um poema para ensinar risadas de camélias aos animais do medo. O poema foi arrastado para a treva onde es estranguladores das palavras constroem o silêncio da sala de espelhos onde o tirano se masturba. O poema atravessou o inferno e alguns dos seus sons ficaram queimados.&lt;br /&gt;Uma vez exalado o grito de libertação que fez entrar a Cidade no exrcício dos seus timbales o poema pediu ao poeta que lhe arrancasse as folhas mais ressequidas e em seu lugar pusesse as gotas de água do canto que quer correr para a vida. E o poeta fez a vontade ao poema que queria cantar. E aqui e além o corrigiu dotando-o da actualidade que as máquinas do inferno lhe roubaram.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1121333128419736486-5480377937455640230?l=avelazeira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://avelazeira.blogspot.com/feeds/5480377937455640230/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1121333128419736486&amp;postID=5480377937455640230' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/5480377937455640230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/5480377937455640230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avelazeira.blogspot.com/2008/05/comunicao.html' title='Comunicação'/><author><name>Lopes de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13872241039207478369</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1121333128419736486.post-4036825206488372443</id><published>2008-05-17T07:37:00.000-07:00</published><updated>2008-05-17T07:44:52.199-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Enervam-me estes consultórios ambulantes que desfilam virtudes e moralidade. Sepulcros caiados de branco cujo único propósito parece ser vegetar. Que querem? porventura se acham melhor? Deixem-se disso. Queiram ver algo diferente, queiram sentir outras coisas;&lt;br /&gt;dói-me ver assim gente, gente que de repente, se põe à nossa frente e ataca ferozmente. Chega a ser deprimente, quero fingir-me contente, com vontade de dizer a essa gente, de forma veemente e urgente; que quem está mal, quem está doente não sou eu (não és tu), quem não presta é essa gente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1121333128419736486-4036825206488372443?l=avelazeira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://avelazeira.blogspot.com/feeds/4036825206488372443/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1121333128419736486&amp;postID=4036825206488372443' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/4036825206488372443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/4036825206488372443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avelazeira.blogspot.com/2008/05/enervam-me-estes-consultrios-ambulantes.html' title=''/><author><name>Lopes de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13872241039207478369</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1121333128419736486.post-426049855876222358</id><published>2008-05-15T05:26:00.001-07:00</published><updated>2008-05-15T05:41:39.875-07:00</updated><title type='text'>Recompensa</title><content type='html'>Porque sim, porque não; porque talvez tenha medo de ter razão.&lt;br /&gt;Não façam pouco apenas porque sou louco.&lt;br /&gt;Continuo a andar, até porque só a poesia nos safa.&lt;br /&gt;Mas há livros que se fecham; os de anedotas então...&lt;br /&gt;E assim me pagam por serviços prestados. Com moedas manchadas; de sangue, de ódio, de revolta e alguma tristeza.&lt;br /&gt;E porquê? Para quê tudo isso quando tudo parece efémero? Basta-te um dia (ou uma vida).&lt;br /&gt;Na busca ansiosa por respostas:&lt;br /&gt;Toma lá um bombom, mas só se te portares bem;&lt;br /&gt;só há chupas se comeres a sopa. Melão e azeitonas, queijo e chantilly...&lt;br /&gt;Memórias de um louco que aparece de pouco em pouco; e vai daí, desaparece.&lt;br /&gt;O som castiço do "Marceneiro"; o Dom A. acompanha, cansado mas presente.&lt;br /&gt;Dr. Ferro dita sentenças, lembrando benesses do leite de figo.&lt;br /&gt;Não há nada como a vida no campo!&lt;br /&gt;"A minha tristezia todia é ter uma princesia doentia ao meu ladio. Tens razão irmão Zéi: Andamentio"!&lt;br /&gt;Bem-hajam.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1121333128419736486-426049855876222358?l=avelazeira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://avelazeira.blogspot.com/feeds/426049855876222358/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1121333128419736486&amp;postID=426049855876222358' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/426049855876222358'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/426049855876222358'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avelazeira.blogspot.com/2008/05/recompensa.html' title='Recompensa'/><author><name>Lopes de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13872241039207478369</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1121333128419736486.post-4617169772865100148</id><published>2008-05-06T09:26:00.000-07:00</published><updated>2008-05-06T09:27:41.005-07:00</updated><title type='text'>w.c.</title><content type='html'>Aquele lugar solitário onde a vergonha se acaba;&lt;br /&gt;Todo o valente faz força e todo o cobarde se caga.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1121333128419736486-4617169772865100148?l=avelazeira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://avelazeira.blogspot.com/feeds/4617169772865100148/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1121333128419736486&amp;postID=4617169772865100148' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/4617169772865100148'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/4617169772865100148'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avelazeira.blogspot.com/2008/05/wc.html' title='w.c.'/><author><name>Lopes de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13872241039207478369</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1121333128419736486.post-1282626070435869573</id><published>2008-04-23T08:30:00.000-07:00</published><updated>2008-04-23T09:19:08.497-07:00</updated><title type='text'>Sintomático</title><content type='html'>Que os filósofos se prestem, muitas vezes, a mal entendidos é um facto conhecido, embora lamentável e, em muitos casos, não muito dificil de explicar. Parecem muitas vezes afirmar, ou negar, aquilo que de facto não tencionam afirmar, nem negar; e assim são tomados como aliados, ou até mentores de correntes de pensamento que, de facto, não aprovam. Acontece muitas vezes que eles próprios não se dão conta das consequências naturais dos argumentos que apresentam; e é um facto comum que gerações posteriores, ou autores com interesses inteiramente diferentes, procurem tranquilizar-se ao isolar e aplicar mal fragmentos de doutrinas filosóficas velhas e respeitáveis.&lt;br /&gt;Não sendo a filosofia senão o estudo da sabedoria e da verdade, seria justificado esperar que os que nela dispendem tempo e esforço fruam de maior calma e serenidade espiritual, maior clareza e evidência de conhecimento e sejam menos perturbados por dificuldades e dúvidas que os "outros". Esperança vã! Basta um relance em volta para compreender que é afinal a "massa iletrada" a detentora dessa grande calma. Em geral, tendo a pensar que a maior parte, senão todas, as dificuldades que até hoje entretiveram e divertiram os filósofos foram inteiramente provocadas por nós - que primeiro levantámos a poeira e depois nos queixámos de não conseguir ver.&lt;br /&gt;Deus é melhor que merecemos; coloca no homem a aspiração legitima da sabedoria e dá-lhe, ainda por cima, um entendimento em perfeitas condições de a alcançar. Fornece à partida o "hardware" e com ele o "software" que pode correr na "máquina"; ah, e o programa é igual para todos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1121333128419736486-1282626070435869573?l=avelazeira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://avelazeira.blogspot.com/feeds/1282626070435869573/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1121333128419736486&amp;postID=1282626070435869573' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/1282626070435869573'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/1282626070435869573'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avelazeira.blogspot.com/2008/04/sintomtico.html' title='Sintomático'/><author><name>Lopes de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13872241039207478369</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1121333128419736486.post-2441370794347130267</id><published>2008-04-23T03:34:00.000-07:00</published><updated>2008-04-23T03:39:59.759-07:00</updated><title type='text'>Alhures</title><content type='html'>Resembles life what once was deemed of light; too ample in itself for human sight.&lt;br /&gt;All that we see is very life by consiousness unbounded.&lt;br /&gt;Sou um homem como outro qualquer. Quero ser velho, ter alguma barriga e sentar-me num alpendre a olhar para um lago qualquer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daqui consigo ver o resto do mundo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1121333128419736486-2441370794347130267?l=avelazeira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://avelazeira.blogspot.com/feeds/2441370794347130267/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1121333128419736486&amp;postID=2441370794347130267' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/2441370794347130267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/2441370794347130267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avelazeira.blogspot.com/2008/04/alhures.html' title='Alhures'/><author><name>Lopes de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13872241039207478369</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1121333128419736486.post-996040511124187997</id><published>2008-04-23T03:17:00.000-07:00</published><updated>2008-04-23T03:33:06.966-07:00</updated><title type='text'>Talvez</title><content type='html'>O que é isto que eu vejo? O que é isto que eu sinto? Deve haver uma ligação entre o que eu vejo e o que eu sinto. Mas o que eu vejo deixa-me perplexo e intrigado, porque não sei ao certo o que vejo. Verei exatamente o que estou a ver? Porque se assim é, então não posso (preciso) de olhar mais. Não estou seguro do que devo sentir. Será que devia sentir alguma coisa? Talvez seja esta a melhor maneira de perguntar isto.&lt;br /&gt;Sabemos, com certeza, que se pode sobreviver sem imagens, mas que a vida torna-se impossível sem acontecimentos e sem impressões; sem sentimentos.&lt;br /&gt;É capaz de ser por isso que nos mostram constantemente acontecimentos, que não têm outro valor senão o de serem mostrados. O paradoxo apresenta-se sob a forma de monstruoso ressentimento: mostram-me imagens para que eu sinta alguma coisa, digamos medo, por exemplo, ou indignação, ou pânico, mas repetem-no de tal forma que  a imagem se faz e me faz inofensivo. A intriga vem daqui: porque sabemos que a nossa constituição não no-lo permite, que não estamos aptos a viver num estado de terror permanente.&lt;br /&gt;Quando grito a mim não me intimidam vocês!&lt;br /&gt;Talvez seja apenas isso que me ofende. Vivemos o estado preparatório de uma cultura muito violenta, resignemo-nos ou não nos resignemos? Não é só a bicuda forma aparentemente conjuntiva que me perturba; procuro precisamente que mais me perturba. Mas torna-se impossível, enquanto ecoam pelos salões da mente "aqueles" pensamentos rebarbativamente.&lt;br /&gt;Sombras de intrigantes sombras, eis o que somos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1121333128419736486-996040511124187997?l=avelazeira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://avelazeira.blogspot.com/feeds/996040511124187997/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1121333128419736486&amp;postID=996040511124187997' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/996040511124187997'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/996040511124187997'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avelazeira.blogspot.com/2008/04/talvez.html' title='Talvez'/><author><name>Lopes de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13872241039207478369</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1121333128419736486.post-1152662815284843441</id><published>2008-04-11T12:15:00.000-07:00</published><updated>2008-04-11T13:02:35.476-07:00</updated><title type='text'>Decoração de interiores</title><content type='html'>Ao entrar na Biblioteca(?), bateu-me: os livros foram votados ao esquecimento! Passaram a ser elementos decorativos, em salas invadidas por computadores e afins. Enfim... Nada que pareça chocar ninguém. Ainda bem que me sinto aparte.&lt;br /&gt;Canetas ligadas! Bic´s abertas!&lt;br /&gt;Vivemos na era do fluxo, do provisório. Enquanto tiver sabor mascamos, depois descartamos; acho que sim, lixo no lixo! Estamos rodeados de uma "arte" frágil, que usa materiais perecíveis, com prazos de validade substancialmente mais reduzidos; o desejo de subversão, a exploração do temporal e do efémero, a dessacralização da pessoa - um "elogio da loucura"(desculpa lá, mas teve de ser). è que por mais que queiramos "matar" Deus acabamos, irremediavelmente, por morrer; mas se, como muitos garantem, "Deus está morto!", então quem salva a minha alma?&lt;br /&gt;Não temam! O caos está cheio de oportunidades! Poupemos as lagrimas, que de nada valem. Consigo resistir a tudo, menos à tentação. À tentação de querer ser o melhor, o maior, bom "cumó" caraças; nem posso sair de casa, dificil...&lt;br /&gt;Persevero ainda, mais um dia. (Ez. 25, 17).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1121333128419736486-1152662815284843441?l=avelazeira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://avelazeira.blogspot.com/feeds/1152662815284843441/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1121333128419736486&amp;postID=1152662815284843441' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/1152662815284843441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/1152662815284843441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avelazeira.blogspot.com/2008/04/decorao-de-interiores.html' title='Decoração de interiores'/><author><name>Lopes de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13872241039207478369</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1121333128419736486.post-7878687875283604871</id><published>2008-04-09T04:59:00.000-07:00</published><updated>2008-04-09T05:26:48.392-07:00</updated><title type='text'>A saga continua</title><content type='html'>Mochila com sandes às costas e ala, que se faz tarde; esquece a garrafa de água que só ia fazer peso. Bebes pelos riachos que se cruzam contigo. Não leves mais roupa que a que tens vestida, sabes lá se amanhã cá estás? Continua pelos atalhos, os caminhos já sabemos onde terminam. Vai a pé mas não descalço; perde-te, mas não percas a cabeça. Cai! e levanta-te ainda mais depressa, ri-te! Orgulha-te das feridas e aguenta-te à bronca. Não peças direcções, os melhores sítios não aparecem no mapa. Não gires, como o mundo, antes, avança! Corta à esquerda quando chegares a nenhures. Não olhes para trás, foi donde vieste; espera que se esqueçam de ti.&lt;br /&gt;Se fosse pra voltar valia mais não teres ido. Tenta não pensar, aproveita a embalagem; despe-te de preconceitos, aproveita o sol. Não gostas da chuva? Ela cai na mesma; não gostas da segunda-feira? Ela aí está.&lt;br /&gt;Não leves som porque abafa a música, nem te chateis porque não tens tempo; descansa um pouco, sacode o pó do calçado. Upa! Andamento! O melhor desta viagem é não sabermos ler o mapa. Estou onde quero, a fazer o que gosto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1121333128419736486-7878687875283604871?l=avelazeira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://avelazeira.blogspot.com/feeds/7878687875283604871/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1121333128419736486&amp;postID=7878687875283604871' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/7878687875283604871'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/7878687875283604871'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avelazeira.blogspot.com/2008/04/saga-continua.html' title='A saga continua'/><author><name>Lopes de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13872241039207478369</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1121333128419736486.post-7041961568834433935</id><published>2008-04-03T19:00:00.000-07:00</published><updated>2008-04-03T19:58:09.116-07:00</updated><title type='text'>Day after</title><content type='html'>Sonhei que podia novamente ter esperança, nem que fosse uma migalha, ou o que restou no fundo do prato. E esperar que uma ideia, mais um acaso, para dar a isso um nome mais simpático, estivesse a caminho sem esbarrar em fronteiras e espalhar-se contagiosamente, uma peste saudável.&lt;br /&gt;Sonhei que podia esperar de novo por maçãs no Inverno, o bacalhauzinho no Natal. Por morangos, que ano após ano o meu irmão se encarrega de degustar. Por um horário das nove às cinco, segunda a sexta, por carro, casa; esperar por pagamentos adiantados, por juros dos juros. Ah, ah, como se o homem voltasse a ter crédito ilimitado.&lt;br /&gt;Sonhei que no fim podia esperar que todos no mundo desligassem a ignição e que as pessoas daqui para a frente se sentissem seguras com as portas abertas. Uma esperança que não decepcionasse.&lt;br /&gt;Mas a alegria que eu esperava parece não pertencer à nossa raça; se chegamos a uma última esperança então já tudo desperdiçámos. Espera-nos o Xeol.&lt;br /&gt;Para o bem e para o mal, teremos sempre Arthemisia Absynthorum e Cannabis Sativa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1121333128419736486-7041961568834433935?l=avelazeira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://avelazeira.blogspot.com/feeds/7041961568834433935/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1121333128419736486&amp;postID=7041961568834433935' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/7041961568834433935'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/7041961568834433935'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avelazeira.blogspot.com/2008/04/day-after.html' title='Day after'/><author><name>Lopes de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13872241039207478369</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1121333128419736486.post-8088598209786258785</id><published>2008-04-03T05:05:00.000-07:00</published><updated>2008-04-03T05:36:10.748-07:00</updated><title type='text'>Dia das mentiras</title><content type='html'>Sonhei que devia despedir-me de todas as coisas que me envolviam e que projectam as suas sombras; os muitos pronomes possessivos.&lt;br /&gt;Despedir-me do inventário, desta lista, de tantas coisas encontradas.&lt;br /&gt;Despedir-me dos perfumes estafantes, dos odores para despertar, do doce e do amargo, do azedo puro e do ardor picante da pimenta.&lt;br /&gt;Despedir-me do tique-taque do tempo, do mau humor da segunda-feira, do miserável salário (que não tenho) da semana, do domingo e das suas ciladas, logo que se instala o tédio.&lt;br /&gt;Despedir-me de todos os prazos; de todas as promissórias a ser pagas no futuro.&lt;br /&gt;Sonhei que devia despedir-me de toda a ideia, que nascesse morta ou viva, do sentido que busca os sentidos por trás do sentido, e da esperança, maratonista de longos percursos.&lt;br /&gt;Da raiva reprimida, do pagamento (com juros) dos sonhos acalentados, de tudo o que está escrito,lembrado como parábola, quando cavalo e cavaleiro passaram a ser monumento.&lt;br /&gt;Despedir-me de todas as imagens que o homem fez para si.&lt;br /&gt;Despedir-me das rimas das canções e dos lamentos.&lt;br /&gt;Despedir-me das vozes entrelaçadas, do júbilo polifónico, da música apaixonada dos instrumentos...&lt;br /&gt;De Deus e de Bach!&lt;br /&gt;Adeus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1121333128419736486-8088598209786258785?l=avelazeira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://avelazeira.blogspot.com/feeds/8088598209786258785/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1121333128419736486&amp;postID=8088598209786258785' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/8088598209786258785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/8088598209786258785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avelazeira.blogspot.com/2008/04/dia-das-mentiras.html' title='Dia das mentiras'/><author><name>Lopes de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13872241039207478369</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1121333128419736486.post-7810414507368134202</id><published>2008-03-23T04:43:00.001-07:00</published><updated>2008-03-23T04:57:04.566-07:00</updated><title type='text'>Festa da vida</title><content type='html'>A Primavera tá aí! Por todo o lado o milagre da vida multiplica-se. Dá gosto ver esse desabrochar mágico cuja beleza esconde-se por trás desse insondável mistério que é a própria vida. Se conseguisse perceber como e porquê, teria todas as respostas, contudo perderia todo o sentido e beleza. Nem quero pensar nisso, prefiro apenas apreciar o acto criador e regenerador que foge, não só à minha, mas à compreensão de todos. Tá tudo tão bem feito...&lt;br /&gt;E que dizer daqueles que hoje, e todos os dias, não se dão conta deste milagre? Muitos não podem, muitos outros não querem... Outros, refundidos atrás do manto da prepotente ciência, recusam valorizar os aspectos mais basilares e constituintes da natureza humana. Tenho esperança que a raça humana possua ainda réstias de humanismo. Será que é a inteligência que nos diferencia dos restantes animais? Muitos dirão, sem hesitar, Sim! Eu, por outro lado digo: Não só! A caracteristica mais humana do ser humano é a capacidade de sentir, de se deixar extasiar, de levitar... de cair também, e, mais importante, de se levantar e seguir caminho.&lt;br /&gt;O poder é nosso. Canta a vida!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1121333128419736486-7810414507368134202?l=avelazeira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://avelazeira.blogspot.com/feeds/7810414507368134202/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1121333128419736486&amp;postID=7810414507368134202' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/7810414507368134202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/7810414507368134202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avelazeira.blogspot.com/2008/03/festa-da-vida.html' title='Festa da vida'/><author><name>Lopes de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13872241039207478369</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1121333128419736486.post-5220714483091192973</id><published>2008-03-22T05:01:00.000-07:00</published><updated>2008-03-22T05:19:43.402-07:00</updated><title type='text'>sou de aço</title><content type='html'>"arrancamos po volta das onze". O meu pai ainda se ilude com a nossa pontualidade; se eu sou imprevisível, o meu irmão pior. Acabamos por sair já depois da meia noite, pra seis horas de viagem quase ininterrupta. O meu pai dormiu quase o caminho todo (nem parece dele mas pronto), revezei-me com o meu irmão e lá chegámos. Estaria Loulé preparada pra nós? O sr. engenheiro, pelos vistos não. Admira-se por chegarmos a horas e começar logo a trabalhar; "então não descansam?" - teremos a eternidade para descansar! Importante é trabalhar, sempre mais e melhor. Se por vezes a vida não parece ter sentido, teremos de ser nós a dar-lho. E demos! Demos no duro, trabalhei com raiva, esforcei-me e quase não dormi. Quis que fosse assim, empenhei-me no que estava a fazer e fi-lo bem; como poucas vezes fiz.&lt;br /&gt;Sentia-me mal e revoltado, mas ali, no trabalho, encontrei uma válvula de escape - Valeu!&lt;br /&gt;À noite dei uma volta, conheci caras novas, uma banda... e umas "jolas" fresquinhas. Deu para desanuviar mas depois de meia noite de sono o sol nasce de novo, a melancolia tenta voltar... Sou de Aço! não vou deixar que este misto de raiva e tristeza me domine. Trabalho com menos intensidade mas não com menos vontade. Querem vergar esta minha vontade férrea de cantar a vida? O aço não dobra, quando muito parte.&lt;br /&gt;E partimos de volta, obra feita, para seis horas de viagem ininterrupta (excepto para combustivel- o veículo também bebe, e bem!), sem revezes nem trocas de condutor.&lt;br /&gt;Chegámos já meio mundo dormia. Descansei um pouco e hoje, depois de acordar e de uma volta pela aldeia penso que valeu a pena. O aço já está temperado! Queres vergar-me? põe-te na fila!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1121333128419736486-5220714483091192973?l=avelazeira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://avelazeira.blogspot.com/feeds/5220714483091192973/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1121333128419736486&amp;postID=5220714483091192973' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/5220714483091192973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/5220714483091192973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avelazeira.blogspot.com/2008/03/sou-de-ao.html' title='sou de aço'/><author><name>Lopes de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13872241039207478369</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1121333128419736486.post-9129886195121935799</id><published>2008-03-19T08:14:00.000-07:00</published><updated>2008-03-19T08:33:43.647-07:00</updated><title type='text'>Rude e abrasivo</title><content type='html'>Tento restaurar a minha fé na raça humana. Tarefa hercúlea e ilusória de que posso consertar tudo o que não é perfeito (ou que está fora do que acho perfeito); sim porque escolho sempre as razões que melhor se adequam ao meu narcisismo latente e indisfarçável. Mas posso, por vezes, estar errado (já aconteceu, em casos raros e pontuais); querer acreditar no melhor das pessoas não faz com que seja verdade, mas ter medo de acreditar não torna isso falso. Por mim, prefiro acreditar na bondade das pessoas e desapontar-me, do que esperar, como alguns, sempre o pior da alma humana.&lt;br /&gt;Mas nem imaginam como custa ser um bom samaritano, arriscar a todo o momento ( uma das minhas piores/melhores qualidades?), sentir-me mal quando faço algo de bom...&lt;br /&gt;A verdade é que não consigo manter com ela uma conversa casual; penso que falo sobre alguma coisa e: torna-se entediante ou, por outro lado, tão subtil que precisamos de um descodificador. Porque seremos assim tão obtusos? não consigo fazer-me entender ou é ela que não quer ouvir?&lt;br /&gt;Porra! enerva-me este jogo. Se calhar por não saber jogar ou porque penso ter sempre a resposta mais correta; a verdade é que tenho medo, medo de dizer asneiras (inevitável), medo de poder estar certo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1121333128419736486-9129886195121935799?l=avelazeira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://avelazeira.blogspot.com/feeds/9129886195121935799/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1121333128419736486&amp;postID=9129886195121935799' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/9129886195121935799'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/9129886195121935799'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avelazeira.blogspot.com/2008/03/rude-e-abrasivo.html' title='Rude e abrasivo'/><author><name>Lopes de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13872241039207478369</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1121333128419736486.post-9204677053734370576</id><published>2008-03-18T15:12:00.000-07:00</published><updated>2008-03-18T15:34:48.729-07:00</updated><title type='text'>Teoria do "MÚ"</title><content type='html'>Ao ver o "Diógenes" (um cão) correr atrás da sua própria cauda ponho-me a pensar (coisa rara) e associo ao movimento de rotação da Terra. Ler isto noutro lado qualquer far-me-ia pensar quão estúpido seria o escriba, mas sendo eu... só consigo pensar em genialidade. Que ou quem se interessa pelo que penso e pelo que pensas? Achas mesmo que vamos mudar o mundo? Continua a sonhar... todos temos o sonho de ficar na História, quando podemos ser a estória de alguém; todos queremos sonhar que dizemos as palavras certas e com sentido, que temos valor.&lt;br /&gt;A teoria do "mú" surge assim como ilustração deste sonho e incapacidade de sermos realmente espantosos, fenomenais, de, como me disseram, fazer levitar... e depois cair! As vacas, coitadas (serão?), querem lá saber disso; os dias são como sempre foram, a chuva molha, o sol seca, a erva cresce... vou preocupar-me com quê? e vale a pena? que se lixe, vou continuar nesta moleza sadia, neste correr pausado dos dias, dos anos... não vou trazer nada de novo ao mundo. E se trouxer acontece como a Jesus: "Ai vens p´rá aqui armar aos cucos? ´pera aí que já vês como elas mordem" e vai daí penduram-no numa cruz; só porque teve a ousadia de ensinar a pensar.&lt;br /&gt;Não quero o mesmo destino. Quero ficar na história, quero que de mim se diga que fui grande ("fui" - a morte é inevitável, já a vida...), quero ter mais p´ra dizer que um simples mú, quero...&lt;br /&gt;Mas agora ia bem era uma ervinha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1121333128419736486-9204677053734370576?l=avelazeira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://avelazeira.blogspot.com/feeds/9204677053734370576/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1121333128419736486&amp;postID=9204677053734370576' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/9204677053734370576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/9204677053734370576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avelazeira.blogspot.com/2008/03/teoria-do-m.html' title='Teoria do &quot;MÚ&quot;'/><author><name>Lopes de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13872241039207478369</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1121333128419736486.post-5561162966940104590</id><published>2008-03-18T13:04:00.000-07:00</published><updated>2008-03-18T13:20:50.759-07:00</updated><title type='text'>A Fuga</title><content type='html'>Os psicadélicos são tão bons...&lt;br /&gt;Fazem-nos acreditar no mundo perfeito, nas melhores pessoas, em Deus... Queremos acreditar que está tudo bem, que todos gostam de nós, que somos bons. Sóbrios parece que o mundo é um lugar estranho incapaz de se nos adequar, procuramos no mapa sítios que nos façam sentir bem; mundos dentro do mundo. E p´ra quê? Porque é que procuramos "paraísos artificiais" (desculpa lá Baudelaire) onde podemos ser quem quisermos, falar sobre isto ou aquilo. O coração pede sempre o prazer primeiro? ou será a razão (descula lá Kant) a fonte de todo este hedonismo?&lt;br /&gt;Por tudo isto, e mais que fica por dizer e fazer... tomo uma gotinha, até já!&lt;br /&gt;Danço descalço em cima de cascas de avelã; não me doi... ainda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1121333128419736486-5561162966940104590?l=avelazeira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://avelazeira.blogspot.com/feeds/5561162966940104590/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1121333128419736486&amp;postID=5561162966940104590' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/5561162966940104590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/5561162966940104590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avelazeira.blogspot.com/2008/03/fuga.html' title='A Fuga'/><author><name>Lopes de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13872241039207478369</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1121333128419736486.post-2941640719062331718</id><published>2008-03-18T12:40:00.000-07:00</published><updated>2008-03-18T13:03:45.583-07:00</updated><title type='text'>orgulho e preconceito</title><content type='html'>Porque fazemos o que à partida sabemos estar errado? Seremos inconscientes masoquistas ou estamos a passar uma imagem de fortaleza? Porque é que depois nos sentimos mal?&lt;br /&gt;Não tenhamos ilusões; sobretudo quando toca a pessoas. Conhecemos alguém e em cinco segundos já temos uma opinião formada, se estamos certos ou errados não é relevante. E a partir daqui somos todos arquitectos desses labirintos insondáveis que são as relações humanas (ou serão ralações?); posto isto e considerando o preconconceito enquanto necessário (não vou agora pensar no seu valor moral ou ético) passamos ao orgulho. O orgulho (essa característica que uns acham tão nobre, pessoal e intransmissível) é falso! Elogiamo-nos por tê-lo quando na verdade, e após sucumbir aos seus encantos, choramos (por vezes em sentido literal) baba e ranho a amaldiçoar aqueles fatídicos segundos em que não fomos capazes de ser verdadeiros e por capricho (orgulho) e nada mais, somos a miséria de alguém.&lt;br /&gt;Quem me dera voltar atrás, dizer o que não disse, mostrar quem realmente sou e, ao invés de ter, poder ser capaz de dar. É tão dificil, não é? Não! é facil mas o orgulho fala mais alto e queremos mostrar ser capazes. E agora, sozinhos, damo-nos conta que afinal...&lt;br /&gt;Porque somos assim? Porque queremos ser assim? Haverá cura? Remédio?&lt;br /&gt;Será possivel comer avelãs sem primeiro tirar a casca? Teremos mesmo que a partir? Parece tão bonita, tão perfeita...  quem dera que pudessemos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1121333128419736486-2941640719062331718?l=avelazeira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://avelazeira.blogspot.com/feeds/2941640719062331718/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1121333128419736486&amp;postID=2941640719062331718' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/2941640719062331718'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1121333128419736486/posts/default/2941640719062331718'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avelazeira.blogspot.com/2008/03/orgulho-e-preconceito.html' title='orgulho e preconceito'/><author><name>Lopes de Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13872241039207478369</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
