Ganham forma nos dias que correm todas as mentiras cristãs que ouvimos na catequese, todas as mentiras democráticas que lemos no jornal, todas as mentiras socialistas dos nossos intelectuais de estimação.
E é por causa de meia dúzia de podres, vígaros, sacanas, hipócritas personagens, que andamos todos à caça uns dos outros, pior que animais na selva.
Não embarco nessa jangada. Vou antes gritar de raiva; um grito agudo e lacinante como o da águia, aos ouvidos do mundo até que alguém me ouça; até que eu deixe de ser "isto" ou "aquilo" ou "não isto, não aquilo", nada. Não! Nada para lá de mim.
Dirão que abandonei o amor e a sanidade... Fodam-se! Fodam-se todos! No final da jornada, quando me sentir realmente "Eu", quando me encontar, talvez possa encontrar um melhor amor, uma melhor sanidade. Mas primeiro tenho de me encontrar. Um melhor "Eu".
E sei que não consigo amar ninguém, e acredito que não haja alguém capaz. É apenas hipocrisia sentimental. As pessoas usam-se como máquinas masturbadoras ou toalhas enxuga-lágrimas e chamam a isso amor.
O amor é um mito inventado por poetas e outros, que não conseguem enfrentar o mundo fora das quatro paredes, nos cantos das quais se encolhem e criam fantasias para auto-consolo.